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História
do café no Brasil
A história do
café no Brasil começa em 1727,
com o sargento-mor Francisco de Mello Palheta.
Designado para resolver uma questão
de fronteiras junto ao governo da Guiana Francesa,
Palheta conseguiu, graças à
sua habilidade diplomática, algumas
mudas e sementes de café presenteadas
por Mme. d’Orvilliers, esposa do governador
da Guiana. De volta ao Brasil, Palheta as
plantaria no Pará, dando início
a história de um dos mais importantes
produtos de exportação e um
dos principais hábitos brasileiros:
beber e servir um cafezinho.
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Pintura
a óleo do artista Henrique Cavalleiro,
datada de 1943, retratando o sargento-mor
Palheta, recém-chegado da Guiana, plantando
as primeiras mudas de café em solo
brasileiro.
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Com a vinda
da Família Real portuguesa para o Brasil, o
Príncipe-Regente D. João VI incentivou
o cultivo cafeeiro, distribuindo terras e mudas aos
que quisessem se dedicar à nova atividade agrícola,
destinada a ser até os nossos dias, uma das
mais importantes do país.
A expansão
do cultivo do café no Estado de São
Paulo, no último quartil do século XIX,
provocou uma corrente migratória de oitocentos
e três mil europeus (sendo quinhentos e setenta
e sete mil italianos) para trabalharem nas plantações.
A pujança
do setor provocou o surgimento de uma oligarquia cafeeira,
a qual dominou o cenário político e
econômico brasileiro até 1930, terminando
com a ascensão de Getúlio Vargas ao
poder.
De qualquer
maneira, com o café vieram os “cafés
sentados” de importância literária
e política, provocando insultos de uns e entusiasmos
de outros que chegaram a erigir-lhes monumentos.
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